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O sucesso das páginas ‘Spotted’ no Brasil. Só uma brincadeira?

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Nas últimas semanas, houve o crescimento exponencial das páginas ‘Spotted’ no Facebook Brasil. E se você é universitário certamente já ouviu falar delas. O termo em inglês ‘spotted’ quer dizer algo como flagrado, localizado, encontrado. E de onde elas surgiram? As páginas spotted apareceram pela primeira vez em algumas das maiores universidades britânicas, geralmente disponibilizando um espaço para mensagens anônimas de estudantes sobre outros alunos avistados, flagrados, nas bibliotecas da própria universidade. Por lá, a polêmica foi grande porque as mensagens muitas das vezes eram sexistas, racistas e ofensivas. Inclusive, muitas universidades saíram em defesa de alunos que se sentiam ofendidos e perseguidos e estão tentando tirar as páginas do ar. Veja matéria do The Guardian.

Aqui no Brasil, as páginas spotted também começaram pelas universidades, mas têm apostado mais na funcionalidade de um “correio do amor” moderno. Nelas, os estudantes que não têm coragem de falar pessoalmente deixam cantadas engraçadas ou picantes para outros estudantes, descrevendo-os. Se algum outro aluno reconhece quem é o ‘spotted’ da vez acaba entregando o alvo e aí ele ou ela decide o que fazer com isso. O sucesso é tanto que existem páginas spotted universitárias como a da PUC-Rio com mais de 12 mil fãs. Algumas universidades contam até com divisões por Campi, curso e até versões GLS. Mas, de fato, o bom humor tem sido o diferencial das páginas no Brasil.

Com essa mesma função, as páginas saíram das universidades e tomaram as ruas, já são encontradas páginas spotted para metrô, trem, noitadas e, pelo visto, a onda spotted só está começando. O sucesso também tem alcançado outros países como Argélia, Austrália, Canadá, França, Itália, Rússia e muitos outros. E se buscarmos na Google Play, já encontramos alguns aplicativos com o mesmo tema. No entanto, a questão ética ainda é a que mais afeta todos os ‘serviços spotted’. As páginas, em sua maioria, dependem de uma moderação realizada pelos seus criadores que são igualmente anônimos. Fica por conta deles decidir o que é ofensivo ou não, o que é interessante de ser publicado. Alguns tentam criar regulamentos e se comprometem com a exclusão do conteúdo em caso de ofensa, mas já podemos observar em muitas páginas do Brasil conteúdos de gosto duvidoso, sexista e ofensivo.

E você? Acha que tudo não passa de brincadeira ou as páginas spotted podem levar a problemas mais sérios nas redes sociais? Já participou de uma página spotted? Dê a sua opinião.

Mix realities: instalações artísticas

Falamos na semana passada de artefatos inteligentes que poderiam nos colocar em constante vigilância ou fariam da tecnologia uma invasão a nossa privacidade. A última instalação artística do designer holandês, Pierre Derks ampliou essa possibilidade. Ele mostrou a enorme difusão de webcams instaladas em locais públicos e nos quartos e salas das casas de cidadãos comuns.

A exposição Screening Reality terminou no domingo 24 fevereiro em Haia (Holanda), trazendo uma tela enorme com reprodução de cenas capturadas em 805 webcams de vários lugares do mundo. As cenas iam desde pais colocando seu filho para dormir, à pedestres, lojas cheias de clientes e uma mulher que tomava café da manhã em sua banheira. Eram imagens íntimas e banais.

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O artista disse que capturou essas imagens sem precisar invadir ou adivinhar senhas, ele descobriu 8 mil pontos de webcams online disponíveis, sem proteção. Tudo o que precisou foi um endereço de IP e a marca da câmera. Sua intenção era trazer ao debate público as questões da segurança e da privacidade, uma vez que há um número consistente de pessoas que compram IP de webcams sem perceber o quanto elas podem ser facilmente acessíveis.

Outra proposta da instalação eram as legendas. Embaixo de cada cena havia o texto de um tweet ou uma chamada de notícia, gerando uma camada extra de informações em tempo real. O objetivo era exibir a partir disso a distinção cada vez mais sútil entre a realidade que experimentamos e a que absorvemos através das telas.

Questões legais que irão surgir com o avanço do uso da realidade aumentada

Navegando pela internet, me deparei com um curioso artigo do site australiano TechnoLlama que aborda um tema que o oba-oba pela criação do Google Glass talvez camufle o que pode vir a acontecer na esteira do uso do gadget; ou seja, as questões legais sobre a usabilidade do equipamento.

Brincadeiras à parte que já circularam nas redes sociais, afirmando, por exemplo, que a indústria pornô estaria bastante interessada no desenvolvimento da tecnologia, existem, de fato, situações em que será preciso estabelecer uma legislação cuidadosa como ressaltados na matéria ‘Augmented Reality Law’, que chamou minha atenção.

No texto, o autor cita questões práticas como privacidade e até mesmo direito autoral, já que com um dispositivo como o Google Glass, você poderá se ‘programar’ para ser visto como o avatar de um jogo ou de um personagem de ficção. Para a indústria de games, de quadrinhos e do cinema, isto pode ser um sério problema de uso não autorizado de imagem.

Já a questão da privacidade é mais óbvia. Provavelmente, os escritórios de advocacia terão que cortar um dobrado formulando termos de uso para a nova tecnologia, lembrando ao usuário que ele está autorizando isto ou aquilo, e que ele pode bloquear determinadas informações e, caso não o faça, está isentando a empresa de usar indevidamente qualquer informação fornecida.

No caso do Paprika, por exemplo, tomamos muito cuidado com a questão da privacidade do usuário. Apenas coletamos informações que são públicas. No caso das postagens via facebook, damos total controle da privacidade para o que pode ou não ser compartilhado publicamente, exatamente para que ninguém se exponha mais do que deseja ou se ache exposto ou vigiado pelo aplicativo. Aliás, vai aqui uma dica: sempre entenda as configurações de privacidade de qualquer aplicativo do seu smartphone. Você pode estar compartilhando informações que não deseja e nem tem conhecimento disso.

Ainda falta um pouquinho para todo mundo andar na rua com um aparato desses, porém as questões legais levantadas pelo artigo fazem todo o sentido e devem ser vistas com bastante atenção, não só pelos fabricantes desses gadgets, mas também pelo consumidor. Tenha certeza de que nós da eyllo fazemos nossa parte para que você tenha total transparência sobre a forma de uso de nosso app.

Você já teve problemas com o uso indevido de suas informações? Deixe a sua dica aqui no blog da eyllo e ajude a outras pessoas a evitar essa dor de cabeça.

Configurações de privacidade no paprika

Todo o conteúdo que você posta no facebook via paprika pode ser encontrado no local exato onde foi postado apenas pelos seus amigos, como configuração padrão.

No entanto, quando esse mesmo post é visualizado no seu mural ou timeline, as opções de privacidade são definidas no próprio facebook. Para alterar essas configurações, siga os passos indicados e faça sua personalização da maneira que preferir:

Botão menu > Privacy Settings > Apps and Websites (Edit Settings)

Ao abrir a última tela, escolha o app paprika dentre os que surgirão na lista e faça sua personalização, conforme na figura abaixo: