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Ao final dos Jogos Olímpicos a tecnologia sai fortalecida: realidade aumentada e holografia ganham medalha de ouro!

O que poderemos esperar em termos de transmissão esportiva para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016?

A cada ano, as competições esportivas são utilizadas como teste de muitas invenções que aos pouquinhos chegam às prateleiras das lojas e depois na sua casa. Assim é com a indústria automobilística, que investe pesado em campeonatos de carros como Fórmula 1, Fórmula Indy, Stock Car, incrementando os veículos para, em seguida, adaptar para uso comercial peças e dispositivos que melhoram o desempenho. O mesmo se faz nas piscinas, pistas de atletismo, ringues e por aí vai. Em breve aquele touca, aquele óculos, aquele tênis, aquela chuteira estarão à disposição de nós, simples mortais.

O mesmo acontece com a cobertura desses eventos, que vão adaptando as invenções tecnológicas às necessidades do espectador para dar a ele mais detalhes da informação. Foi assim com o videotape, com a câmera lenta, com o tira-teima… Efeitos que hoje em dia qualquer criança é capaz de fazer no seu computador. Assim, como estamos na era das redes sociais, do compartilhamento e da instantaneidade, nada mais natural do que aplicar todos os recursos disponíveis para transformar os Jogos também num grande desfile de inovações que vão atrair a atenção de quem está do outro lado da telinha.

Como já havíamos dito aqui num post anterior sobre as Olimpíadas, existia uma promessa de que as emissoras iriam investir pesado nos mais atuais recursos disponíveis on e offline, como imagens holográficas e transmissões em realidade aumentada. Na cerimônia de abertura, já foi possível identificar que, de fato, essas tecnologias estariam tão presentes quanto os recordes.

No Brasil, há de se fazer menção ao esforço do SporTV para se lançar como pioneiro nesta linguagem. Após algumas tentativas fracassadas, que ficaram um pouco toscas até, como a eyllo comentou na ocasião no seu perfil no twitter, de usar a RA e a holografia presencial no início dos trabalhos, a equipe de tecnologia da empresa conseguiu chegar lá. Após lançarem mão de uma sucessão de efeitos como análises 3D, que mostram todos os ângulos do movimento dos atletas, e exibições de realidade aumentada dos ginásios, arenas e estádios, no início desta semana, chegou a vez da ‘Ponte Holográfica’.

Ponte Holográfica no SporTV/reprodução coluna Ancelo Góis/Blue Bus/SporTV.

Ponte Holográfica no SporTV/reprodução coluna Ancelmo Gois/Blue Bus/SporTV.

A primeira tentativa de colocar os comentaristas Arnaldo César Coelho e PC Vasconcelos, que estão no Rio, interagindo no mesmo ambiente físico dos estúdios de Londres, onde estão Galvão Bueno e os demais participantes do programa, aconteceu na semana passada e não durou mais do que 30 segundos, com uma holografia do ex-árbitro de futebol, ao lado do apresentador. Feita esta tentativa, o canal encontrou o caminho. Ao vivo, no programa Conexão SporTV de segunda-feira (06), eles conseguiram integrar, no mesmo estúdio e na posição exata, Londres e Rio. Este fato, chamou a atenção de muita gente e originou várias  matérias que circulam por aí sobre a técnica. Até o colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo impresso, destacou o feito em sua coluna.

A transmissão, comparada por Galvão ao teletransporte do filme ‘Jornada nas Estrelas’, permaneceu no ar por mais de trinta minutos, sem falhar. A não ser pelo detalhe da proporção e pelo atraso no áudio, quem estivesse ligando a televisão naquele momento pensaria que a equipe estava toda reunida no mesmo local.

Ficou, de fato, bem bacana, mas eles não pararam por aí e repetiram a dose, com mais precisão, em programas seguintes. Nesta imagem, reproduzida de um vídeo do SporTV, é possível notar que a questão da proporção foi melhor resolvida, com PC, na cadeira branca, na mesma ‘estatura’ dos demais.

PC Vasconcelos, no Rio, conversa com Galvão, em Londres/reprodução SporTV.

PC Vasconcelos, no Rio, conversa com Galvão, em Londres/reprodução SporTV.

Ao ver o encantamento do apresentador, que chegou a ‘pegar’ um dinheiro com Arnaldo, e dos demais com a ‘brincadeira’, nós, que trabalhamos para desenvolver tecnologias como essa, ficamos felizes em ver que fazemos parte de um processo de tornar o que era ficção científica algo real e próximo de você. A ‘Ponte Holográfica’ e as possibilidades de interação que a realidade aumentada permitem são apenas a ponta do iceberg. O que estamos assistindo maravilhados em 2012 é só uma amostra do que virá em 2016.

Porém, se você está curtindo (ou se já curte) essas novidades, não precisa esperar tanto tempo para ter acesso à elas. Como se sabe, nosso aplicativo (ou plataforma) paprika já traz a realidade aumentada para o seu dia a dia. É só fazer o download para Android ou iOS e usar para sentir um pouquinho do futuro nas suas mãos.

Você viu a aplicação destes efeitos no programa? O que achou? Deixe sua opinião no blog da eyllo.

Show em 3D para saudar os Jogos Olímpicos de Londres

Já falamos aqui no início da semana que estes Jogos Olímpicos de Londres não serão iguais aqueles de Pequim e muito menos como as edições anteriores sediadas na capital inglesa. Isto porque a tecnologia terá um lugar de destaque. Não só por dar mais qualidade à preparação dos atletas, ou por ajudar nas análises das partidas, como também nas transmissões das modalidades pelas emissoras de TV espalhadas pelo planeta. Uma penca de canais, no Brasil e no mundo, estará exibindo para o espectador o que há de melhor em 3D e, em alguns casos, até em realidade aumentada (mas essa deve estar mais difundida mesmo em 2016, nos Jogos aqui), não só nos televisores já preparados para esta tecnologia, como também em grandes eventos produzidos para as transmissões das modalidades mais importantes em cinemas espalhados por todo o país.

Todo este aparato entrará em funcionamento oficialmente a partir de amanhã, quando acontece a abertura do evento (o torneio de futebol sempre começa mais cedo). O show, aliás, tem sido guardo a sete chaves e só o que se sabe é que terá a duração máxima de três horas e que alguns efeitos de luz virão das arquibancadas, produzidos pelo público. Mas, muita gente não tem paciência para ficar assistindo a tudo. Se você até gosta da festa, mas se enquadra neste caso, talvez encontre um bom motivo para comemorar a abertura dos Jogos.

A Petrobras, que patrocina atletas em cinco modalidades, irá promover um show na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, com grupos musicais e DJs. Ok. Normal. O que isso teria a ver, no entanto, com tecnologia? Teria a ver que o evento, que vai começar às 19h, com a apresentação de DJs, no palco montado em frente ao Theatro Municipal, brindará quem estiver na cidade com mais um show high-tech.

Após o primeiro grupo de músicos agitar a plateia, terá início o espetáculo de verdade: uma série de projeções 3D que serão feitas em horários distintos nos prédios em volta. As projeções farão alusão às modalidades patrocinadas pela empresa.

Veja a programação:

Shows no palco montado em frente ao Teatro Municipal:

19h – Apresentação de DJs convidados
20h – Projeção 3D (Prédio da Câmara Municipal)
20h20 – Apresentação de DJs convidados
21h20 – Projeção 3D (Prédio da Câmara Municipal)
21h30 – Show da banda Bossacucanova
22h50 – Projeção 3D (Prédio da Câmara Municipal)
23h – Apresentação de DJs convidados
23h30 – Show da banda Bossacucanova
0h – Projeção 3D (Prédio da Câmara Municipal)
(Fonte: Site da Petrobras)

Portanto, se você gosta de acompanhar aos Jogos Olímpicos e de tecnologia, não pode perder essa chance de curtir um programa que vai misturar esporte, música e, claro, 3D.

Você já viu algum evento com projeção em 3D? Conte para o blog da eyllo como foi.

A Realidade Aumentada vai trazer os Jogos Olímpicos para perto, muito perto, de você!

Arcos Olímpicos

Arcos Olímpicos

Na próxima sexta-feira, acontece a abertura oficial dos Jogos Olímpicos de Londres, embora o torneio de futebol comece na próxima quarta, a trigésima edição da competição na Era Moderna, com a capital inglesa tornando-se a primeira cidade a sediar o evento pela terceira vez. Até o dia 12 de agosto, serão mais de dez mil atletas buscando medalhas em 303 disputas divididas em 26 modalidades.

Contudo, ao contrário do ano de 1908, quando foi anfitriã pela primeira vez, Londres será a primeira tentativa real de interação, ou por que não dizer de imersão (?), entre audiência e competição. Se no final da primeira década do século passado, o avião estava se tornando algo possível e o automóvel já era um bem de consumo desejado; e se em 1948, o mundo juntava os cacos pela Segunda Gerra Mundial, este retorno dos Jogos a Londres será um marco na tecnologia de transmissão e um possível divisor de águas na maneira como o público passará a consumir grandes eventos.

Para conseguir levar ao espectador toda a emoção proporcionada por cada partida, cada esforço e cada gesto dos atletas, os conglomerados de informação ao redor do mundo se prepararam como nunca para inovar na cobertura do evento. No Brasil, jornais, revistas e emissoras de televisão estão buscando as mais variadas alternativas pra tirar o máximo de proveito possível em cotas publicitárias e em audiência. Umas das estratégias mais flagrantes, claro, será o uso do 3D e da realidade aumentada.

Investindo pesado na qualidade da imagem e em ângulos jamais mostrados antes em competições esportivas, as empresas de comunicação perceberam que o momento é de dar mais, especialmente quando um evento do porte dos Jogos Olímpicos é capaz de atrair o interesse de um público que muitas vezes não é consumidor de esportes. Por isso, além de edições visualmente mais interessantes, periódicos impressos como o Estadão e O Globo já embarcaram nessa onda há algum tempo, como destacamos em outra oportunidade aqui no Blog da eyllo. Nos finais de semana, por exemplo, o jornal carioca traz uma QR Code para alguma matéria descolada. O impresso paulista, por sua vez, criou um caderno especial para Londres cheio de iterações com códigos e RA.

Porém, deverá ser na telinha, e até mesmo na telona, que o espectador será surpreendido pelas novidades. A Record, por exemplo, que detém os direitos de transmissão para a TV aberta, promete, além da melhor qualidade de imagem, levar os Jogos literalmente até o público. Para isso, disponibilizará, em 20 salas de cinema do país, transmissões em 3D de várias modalidades.

Por sua vez, a o canal a cabo ESPN usará todo o know-how de sua irmã americana para levar ao torcedor, nos seus estúdios, todos os recursos que a tecnologia do touchscreen e da realidade aumentada podem proporcionar aos seus apresentadores, para dar que todos possam extrair o máximo de cada informação; seja ao analisar uma imagem ou ao exibir um gráfico de performance.

Não é à toa, portanto, que o lema dos Jogos é ‘Inspire a Generation’ (Inspirando uma geração), pois a audiência do mundo inteiro será testemunha, não só dos incríveis feitos esportivos tão característicos da competição, onde cada atleta põe seus próprios limites à prova; como também da experiência única que a tecnologia é capaz de oferecer, ao unir público e evento em tempo real, não importando distâncias, coisa que, aliás, vem fazendo através da História. Se o cinema levou registros, o rádio agilizou a informação, a TV aprimorou a imagem e a Internet aproximou o mundo, chegou a vez da RA fazer este mesmo mundo interagir. Os Jogos Olímpicos de Londres já são um marco, pois serão os primeiros em que, de fato, isto irá acontecer. É só escolher seus esporte favorito, tirar proveito dos recursos disponíveis e torcer!

Como você espera ver essa tecnologia aplicada nas transmissões? Na sua opinião, as emissoras brasileiras possuem estrutura para oferecer tudo o que estão prometendo sem fazer feio? Comente!