História da RA: dos dispositivos militares até o paprika

Você que curte ou trabalha com tecnologia e se interessa por todos os assuntos relacionados ao tema e especialmente por realidade aumentada, talvez já conheça essa história em todos os seus detalhes. Por outro lado, caso você seja um novato, será bastante informativo conhecer um pouco mais sobre a evolução do recurso que, assim como grande parte das inovações, foi pensado inicialmente (como a internet) para fins militares.

O site History of Mobile Augmented Reality traça um histórico detalhado da evolução da ideia até as suas aplicações mais modernas. Se você quiser se aprofundar no assunto, vale uma pesquisa na página, que possui mais links específicos e indicações bibliográficas que vão enriquecer bastante a sua experiência de leitura e aprendizado. Aqui, no blog da eyllo, vamos destacar alguns desses marcos mais importantes.

Há quem viaje no tempo e atribua aos homens das cavernas, e às suas pinturas ‘virtuais’, a primeira concepção de ‘realidade aumentada’. É fato que ao longo da história da humanidade e a medida em que as descobertas iam acontecendo e diminuindo o intervalo entre uma e outra, novos conceitos e dispositivos foram sendo desenvolvidos até chegarmos ao conceito de RA que temos hoje.

Mas, a primeira experiência bem sucedida e considerada o marco da técnica, aconteceu em 1968, quando Ivan Sutherland inventou capacetes para exibição de imagens, sugerindo uma janela para um mundo virtual. Era uma geringonça enorme, composta por dois dispositivos ópticos e, devido a pouca potência dos computadores da época, a ação não durava muito.

Com um intervalo de quase uma década, outra novidade no ramo só surgiu em 1975, quando Myron Krueger criou um laboratório de realidade virtual chamado ‘Videoplace’, que permitia ao usuário interagir com elementos virtuais pela primeira vez. Para o grande público, porém, nenhuma novidade bombástica aconteceu em torno da RA. Primeiro, era preciso melhorar os meios digitais para que ela fosse um recurso ‘consumível’.

Contudo, o conceito se tornou mais concreto em 1989. Jaron Lanier inventa, então, o termo ‘Realidade Virtual’ e cria o primeiro comercial em torno de mundos virtuais.

Nos primeiros anos da década seguinte, no entanto, é que haveria uma definição mais concreta, elaborada por Tom Caudell, que cunhou o termo ‘Realidade Ampliada’, enquanto estava na Boeing e ajudava trabalhadores a montar cabos em aeronaves. A partir de então, a sequência de evolução da RA passou a ser quase tão vertiginosa quando a de outras tecnologias.

O aprimoramento dos computadores e seu desdobramento em várias versões como o desktop, o notebook e, mais recentemente, os tablets; a criação e evolução da telefonia, com seus aparelhos sem-fio, depois celulares, até a chegada dos smartphones; o aperfeiçoamento dos sistemas de satélites, capazes de enviar dados e transmitir informações de localização para diferentes dispositivos, ou seja, o GPS; e a crescente familiarização das pessoas com a tecnologia, fi compondo, ao longo do tempo, o cenário ideal para o uso e a comercialização de produtos.

O primeiro gadget portátil, por assim dizer, que apareceu, foi inventado por Steve Feiner e não era nada confortável. Com uma espécie de mochila, teclado e um óculos, que até parecia o do Google Glass, ele apresentou a Touring Machine, o primeiro sistema de realidade aumentada móvel ou MARS (mobile augmented reality system).

A partir daí, a integração do sistema com os dispositivos móveis que foram aparecendo se tornou uma questão de tempo. O surgimento de códigos impressos – ou QR Codes, contribuiu com o cenário. No início dos anos 2000, já era possível ver protótipos de games com RA.

Agora, em 2012, uma chuva de anúncios de aparelhos e de recursos que se utilizam da tecnologia chegam até nós e já fazem parte da nossa vida, com o Paprika, por exemplo. Na certa, Ivan Sutherland, quando fazia seus experimentos, não poderia imaginar que um dia um pequeno aparelho portátil seria mais poderoso do que todos os computadores de sua época e que uma pessoa não só poderia vasculhar as proximidades e descobrir lugares, como interagir com com outros indivíduos estando no mesmo lugar. Ou será que ele já imaginava?

Paprika em ação.

Paprika em ação.

O certo é que não há limites para a criatividade e para a capacidade de invenção do homem, e a realidade aumentada é apenas mais um desses fantásticos saltos da história da humanidade.

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(fonte auxiliar: Wikipedia)

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