Mix realities: Artes

 

Como uma tecnologia que intervém na visão de mundo real de cada indivíduo, a realidade aumentada não poderia ficar de fora dos movimentos artísticos. Em todo o mundo, surgem formas de experimentação e de utilização da RA como uma maneira de tornar a arte ainda mais integrada aos ambientes. A arte pode assim tomar espaços públicos e não ficar restrita a museus e galerias.

>> Não sabe o que é realidade aumentada? Veja aqui.

Um exemplo deste uso pode ser visto nas criações do movimento ManifestAR, um coletivo de artistas internacional que usa aplicações de realidade aumentada como “arte pública intervencionista”. O coletivo aposta nesta forma de mídia para transformar o espaço público e instituições instalando objetos virtuais, comunicando-se e posicionando uma camada a mais de realidade sobre o local. O objetivo é também explorar a experiência entre o real e o hiper-real.

 

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Em março deste ano, o coletivo participou da 2012 ZERO1 Biennial em São Francisco com o tema “Seeking Silicon Valley”. Intitulada de “Manifest.AR@Building Imagination Center”, a exposição contou com trabalhos em lugares específicos e performances virtuais nas cidades de San Jose, San Francisco e Lewisburg.

 

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Para além de interferir no ambiente, a realidade aumentada também tem sido utilizada para levar além a experimentação de uma obra de arte plástica. Mais do que simplesmente admirá-la de forma estática, as obras ganham movimento e até som.

O artista japonês Masayuki Akamatsu apresentou sua exposição Uroboro Torch, no final do ano passado, com oito pinturas que deveriam ser vistas pelo iPhone. Com o uso da realidade aumentada, o visitante da exposição podia ver imagens em movimento e adições de imagens que não estavam na tela. (vídeo abaixo). O aplicativo ARART foi utilizado nesta e em outras exposições com o fim de acrescentar movimentos, vida a personagens e interação entre os visitantes e a exposição.

 

 

Já o designer digital Roberto Grosso, é inspirado pela música. Além de suas peças para o ramo publicitário, ele cria uma série de quadros para exposição. Cada um deles é inspirado por uma música e ao usar o celular para ver a obra, o visitante vê a peça ouvindo a música ou vê o vídeo da música que a inspirou no lugar do quadro.

Quadro de Roberto Grosso

Riders on the storm, inspirado em música do The Doors.

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