História da Realidade Aumentada Móvel

Parte II

O ano de 1993 entrou para a História da Realidade Aumentada Móvel por três fatos importantes. Naqueles doze meses foi lançado o projeto do grupo de pesquisa do professor Jack Loomis: um sistema de navegação para cegos. Em seguida Fitzmaurice criaria o Chameleon, dispositivo para exibição de informações de definição espacial. Por fim, em dezembro seria anunciado o Sistema de Posicionamento Global por Satélite, o GPS que usamos hoje para diversas aplicações de RA.

O professor Jack Loomis da Universidade da Califórnia, Santa Barbara (UCSB) trabalhava na ideia de um sistema de navegação desde 1985. O projeto que gerou o dispositivo para deficientes visuais durou trinta anos e foi realizado em colaboração com Reginald Golledge (1937-2009), professor de geografia na UCSB e Roberta Klatzky, professora de psicologia como Loomis, atualmente na Carnegie Mello University. O dispositivo que lançaram em 1993 usava dados do GIS – Geographic Information System e oferecia uma assistência à navegação usando um display acústico virtual.

Chameleon1993_2

No mesmo ano, Fitzmaurice cria o Chameleon, um exemplo-chave de dispositivo para exibição das informações com definição espacial num display de 4 polegadas. Ele usou rastreadores magnéticos e permitiu ao usuário uma pequena interação com o dispositivo móvel. A mobilidade do Chameleon foi imensamente limitada devido ao cabeamento. Ela também não aumentou a realidade em termos de sobreposição de objetos.

GPS

Por fim em dezembro, o Global Positioning System (GPS, oficialmente NAVSTAR-GPS) alcança as capacidades iniciais de operação. E se nesse início o GPS tinha fins militares, hoje ele é usado por milhões de pessoas para facilitar seus deslocamentos, encontrar estradas e também para aplicações da Realidade Aumentada Móvel.

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