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Cidade aumentada: interação com o espaço público

Com a ascensão da tecnologia no geral e a Realidade Aumentada especialmente, novas formas de interação com os espaços públicos estão vindo à tona. O paprika, por exemplo, oferece serviços de informação e referências no cenário Rio de Janeiro além dos comentários geolocalizados das redes sociais. Outras iniciativas como essa estão tomando forma ao redor do mundo. Holanda, Reino Unido e São Paulo dão exemplo de novas conexões com as ruas, serviços e objetos da cidade.

Os distritos holandeses de Zwolle e Roosendaal começaram em fevereiro os testes de uma atualização do aplicativo Reisplanner Xtra da operadora de trens NS. Embora não use realidade aumentada, ele permite aos usuários visualizar se e onde estão os assentos livres, qual a melhor rota para voltar para casa e detalhes sobre as facilidades dos trens. A intenção da empresa é evitar a lotação de passageiros e poder distribuí-los de maneira melhor por suas linhas e horários.

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Já no segmento de interação com os objetos da cidade, no Reino Unido, as pessoas começaram a poder se comunicar com postes, caixas de correio, muretas e paradas de ônibus. O funcionamento do Hello Lamp Post! se dá quando pedestres enviam uma mensagem para um número de telefone específico, o qual através da inteligência artificial retornará o contato e simulará conversas humanas enquanto revela fatos e histórias sobre a cidade.

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Uma vertente de descobertas sobre a arte presente nas ruas da cidade, é o projeto Arte Fora do Museu, em São Paulo. A iniciativa pretende mapear obras importantes que estão nas ruas da cidade dividindo-as em quatro categorias: arquitetura, escultura, grafite e mural. Cada peça catalogada recebe uma sinopse detalhada e um comentário feito por um especialista. Tudo estará disponível no site arteforadomuseu.com.br, onde foram criados alguns roteiros temáticos: Século XXI, Parque do Ibirapuera, Metrô, Avenida Paulista, osgemeos, Art Decò, Arquitetura moderna paulista, Galerias comerciais, Arte mural em empenas e fachadas, Niemeyer em São Paulo. Com o mapa do site é possível também que os visitantes confiram quais as obras de arte presentes nas ruas que em passam todos os dias e mal conhecem.

No Rio de Janeiro, a própria Prefeitura começou a implantação de QR-Codes nos pontos turísticos mais famosos e pretende distribui-los por vários bairros ainda. Crie você também novas perspectivas de interação com a sua cidade. Comece utilizando o paprika em seu bairro e nos lugares onde frequenta para analisar o que as pessoas estão postando por ali e quais os serviços a cidade te oferece.

Futuro aqui e agora: prédios inteligentes

Como você imagina que serão os edifícios em 2050? Com 75% da população humana morando em cidades, os centros urbanos deverão se transformar rapidamente e a escassez de recursos naturais irão gerar algumas necessidades para as construções nos próximos anos. Se você esperava previsões de prédios como aqueles dos Jetsons, estudos mostram outra vertente. Com automação sim, mas com plantação de algas na fachada também.

Em janeiro desse ano, o British Council for Offices se reuniu em Londres para discutir as tendências das construções para os próximos anos. Um dos principais conceitos tratados no evento foi a adaptação do ambiente às necessidades das pessoas, uma personalização dos prédios. Colocou-se ali a possibilidade de cobrir os prédios com plantações verticais para uma maior absorção do gás carbônico, ou fachadas feitas com algas para produção de biocombustível.

Um mês depois, o atelier britânico de engenharia, Arup’s Foresight+Innovation divulgou o relatório It’s Alive, prevendo edifícios inteligentes que tomarão suas próprias decisões em 2050. A empresa propôs um modelo de prédio que terá seu sistema de energia, oferecerá uma camada a mais de superfície para que as pessoas possam cultivar e criar aves, peixes e vegetais, terá paredes convertendo CO2 em oxigênio, e sensores que produzirão uma integração total com o ambiente ao seu redor.

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Arquitetos, engenheiros, designers, estudantes e artistas do mundo inteiro também foram convocados a fazerem suas previsões e ideias sobre os edifícios do futuro para o prêmio Skycraper Competition da revista eVolo. Confira aqui o projeto premiado, o Polar Umbrella (foto abaixo), divulgado no dia 12 de março.

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Em que a Realidade Aumentada poderá contribuir para a criação desses prédios inteligentes? Até onde vocês imaginam que essa tecnologia poderia contribuir tanto para a construção como interação das casas do futuro? Enviem suas ideias, palpites e sugestões. Para o consultor Josef Hargrave da Arup, “edifícios inteligentes serão capazes de produzir informação e calcular decisões baseadas no contexto do ambiente ao seu redor – estruturas vivas, para dar suporte às cidades e às pessoas de amanhã”.

Mix realities: Street Art

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A mistura de realidades distintas sempre esteve presente na arte de rua. Eram os grafites de protesto nas lojas de luxo, o teatro interagindo com as pessoas que passavam, ou as intervenções nas praças públicas. Esse conceito começa a ser ampliado. Vemos, por exemplo, a transformação feita pelo alemão Evol de caixas elétricas em pequenos “prédios”; os cenários surreais nas calçadas decoradas por Julian Beever e a migração dos grafiteiros para o mundo digital.

A arte de rua pode ser definida como expressão e manifestação artística desenvolvida no espaço público, distinguindo-se do caráter institucional, empresarial ou vandalismo. Nascida nas ruas de Berlim a arte de Evol pinta pequenos prédios em diversas estruturas funcionais presentes na cidade: latas de lixo, telefones públicos, caixas de fiação.

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O britânico Julian Beever trabalha com a hyper-realidade criando cenários surreais em calçadas de vários lugares do mundo. Em seu site, ele conta que começou enquanto andava pelas ruas de Bruxelas e viu um local onde um jardim havia sido removido. As formas deixadas no lugar o inspiraram a desenhar ali uma piscina. E o desenho funcionou muito bem. Dali veio a ideia de fazer coisas e pessoas aparecerem no meio das calçadas. A ilusão de ótica criada por suas obras dá aos pedestres uma primeira impressão de não reconhecer a linha entre o que é real e o que não é.

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Por fim, temos um novo fenômeno com grupos de grafiteiros migrando suas manifestações para o mundo digital. Katsu, Kidult, Blu, por exemplo, documentam a produção de suas obras e os vídeos serão o único traço restante do que eles fizeram.

O grupo francês Kidult já pichou sua marca em portas de lojas de luxo como  Louis Vuitton, Agnes B e Marc Jobs, registrando todos os passos que deram na execução do trabalho. Depois que as portas e paredes dessas lojas são limpas, o único documento do que fizeram estão nos vídeos capturados que vão para a internet, ao invés de serem exibidos nas galerias.

Outras ideias dos grafiteiros no mundo digital está nos vídeos produzidos pelo grupo Katsu, que coloca seus grafites sobre quadros de pintores famosos, como Pablo Picasso. Ou no italiano Blu, que ficou famoso com a divulgação de um vídeo acelerado mostrando o artista criando uma obra do começo ao fim.

Essa nova fase do grafite é definida pelo designer Insa, em entrevista para o site thecreatorproject.com como um retorno no tempo: “O grafite já foi uma forma de arte muito livre que qualquer um podia desfrutar, mas tem sido cada vez mais mercantilizada, embalada e vendida aos mais altos valores. Eu gosto do fato de que meus GIFs não podem ser vendido, comprados ou pendurados na parede de uma galeria. Quando um GIF é subido na internet, ele está livre para viajar e ser visto por muitas pessoas”.

E em sua cidade? Quais são as realidades que estão mixadas e quais os artistas que mais se destacam? Conte com a gente para divulgar estas iniciativas.

Mix realities: livros

Dia 12 de março é o Dia do Bibliotecário e em homenagem a esses curadores de livros, citaremos alguns exemplos da entrada da tecnologia e da Realidade Aumentada nesse universo. No ano passado a XXII Bienal do Livro de São Paulo lançou alguns livros interativos e fez sucesso com os QR-Codes espalhados pela feira. Nesse ano, os Estados Unidos ganharão a primeira biblioteca sem livros físicos e teremos em junho o 4º Congresso do Livro Digital que irá discutir como fica essa hibridização que passa por e-books, audio-books, novos formatos de biblioteca e livros em RA.

No metrô de Bucareste, na Romênia, os passageiros podem encontrar livros por todas as paredes, do chão ao teto da estação. Eles estão lá a disposição. E-books ou audio-books poderão ser comprados com apenas dois cliques. O projeto que une uma biblioteca física e digital é uma colaboração entre a editora Humanitas e a empresa Vodafone. Eles lançaram essa campanha de marketing unindo os benefícios dos dispositivos móveis ao catálogo de produtos da editora.

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Seguindo os caminhos dos livros digitais, a cidade de Bexar Country, no Texas (EUA) anunciou que terá a primeira biblioteca sem livros físicos do país. A chamada BiblioTech contará com salas de estudos, de reunião e um espaço interativo para as crianças. O acervo será composto por uma vasta coleção de e-books.

No Brasil, o assunto começou a ser mais popularizado a partir da XXII Bienal do Livro de São Paulo, em 2012, que trouxe lançamentos com recursos de RA nos mais variados temas, dos didáticos aos religiosos. O evento começou a integração no mundo mobile lançando um aplicativo sobre a Bienal. Em seguida, os leitores foram capturados por livros que criavam imagens animadas a cada página virada.

As possibilidades do uso da tecnologia no mundo dos livros são enormes e estamos num campo ainda pouco explorado. Para os bibliotecários que hoje comemoram seu dia e para todos os interessados no assunto, as perspectivas e desafios desse campo continuarão sendo discutidas em muitos eventos tanto no Brasil como no exterior. Para começar, em junho de 2013 será realizado em São Paulo o 4º Congresso do Livro Digital que irá debater questões de direitos autorais, o uso da tecnologia na educação, o livro digital que virou game e outros temas correlacionados.

Para muitas pessoas ainda é um desafio ler em telas e há aqueles que não trocam o cheiro e a textura da página de papel por nada. Conte para gente se você se enquadra nesse time ou se já está totalmente adaptado à leitura digital.

Dia Internacional da Mulher

Antes de tudo, parabéns às mulheres pelo seu dia!

A primeira celebração desta data foi no ano de 1909, nos Estados Unidos. Mais de 3 mil pessoas reuniram-se em Nova Iorque para protestar pelas más condições do trabalho feminino e a discriminação no país. Passados 104 anos, a data ainda nos deve remeter às questões de igualdade e à reflexão do papel da mulher na sociedade. No universo da tecnologia temos muitas mulheres como referência mas a estrada para a paridade dos gêneros ainda é longa.

Há agora 20 mulheres CEO atuando nas maiores companhias norte-americanas. Os atuais 4% é uma cifra recorde. O crescimento mais significativo deu-se nos últimos dois anos. Onze delas chegaram ao cargo entre 2011 e 2012. A IBM por exemplo, contrariou um histórico de 100 anos e no ano passado nomeou uma mulher, Ginni Rometty como líder da empresa. O Wal-Mart nomeou Brewer Rosalind como a primeira mulher e afro-americana a dirigir uma empresa do grupo, a Sam’s Club.

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Na lista de 500 empresas elaboradas pelo site Inc.com, somente 10% eram chefiadas por mulheres. E o sucesso feminino está nas mais diversas indústrias, que vão desde consultorias à indústria farmacêutica, passando por jatos particulares e tecnologias móveis.

A nova-iorquina Vivian Rosenthal CEO da plataforma de Realidade Aumentada Goldrun, é um desses nomes de destaque. Em entrevista para a Electrictv na feira tecnológica de Las Vegas Consumer Eletronics Show (CES) em 2012, ela definiu o que espera para os próximos anos da Realidade Aumentada: “Se a RA quiser passar para o próximo nível deve tornar-se algo acessível para qualquer um, algo divertido, cool, relevante. Não pode ser aquele tipo de tecnologia que as pessoas não entendem e não sabem como podem se relacionar com ela”.

Com relação aos produtos idealizados para o público feminino temos, por exemplo um espelho virtual da IBM que simula a aplicação da maquiagem, ou um provador virtual, como o Try on a Bathing Suit, que coloca as mulheres de frente para a câmera e reproduz como ficariam em biquínis e maiôs.

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Além disso temos o aplicativo de decoração da Ikea que posiciona virtualmente os móveis a serem comprados na sua casa e coisas tecnologicamente mais simples, mas muito divertidos como o Toco Generator, patrocinado pela Yogoberry que permite que as mulheres avaliem as cantadas recebidas por mensagem de texto, classificando-as como “até que foi boa”, “mais ou menos” e “bem caída”. A partir da avaliação o aplicativo gera uma resposta que poderá ser enviada como mensagem ou compartilhada no Facebook.

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Os horizontes e as possibilidades são inúmeros, possivelmente o universo da tecnologia em geral e da Realidade Aumentada especificamente poderão oferecer às mulheres novos caminhos de construção das lutas históricas pela igualdade, tanto na chefia das grandes empresas, como no consumo crítico do que virá por aí.

Impressão 3D

Nos últimos anos as impressoras 3D vem se tornando mais acessíveis e importantes. O assunto foi tratado inclusive pelo presidente norte-americano, Barack Obama em seu discurso sobre os direcionamentos da nação, no início de 2013. A questão que surge agora é como ficarão os direitos autorais dos objetos produzidos a partir dessa nova tecnologia?

Em fevereiro deste ano foi lançada a 3Doodler, uma caneta 3D que poderá ser a porta de entrada para a massificação dessa nova tecnologia. Ela traz o núcleo operacional das impressoras tridimensionais mas é um dispositivo portátil e relativamente barato, o segundo lote está disponível por US$ 75.

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Mas com a enorme popularização dos objetos 3D impressos em casa, como ficará a questão do copyright? Como divulgado no site Cnet.com, as músicas e filmes tem uma propriedade óbvia, proveniente das criações artísticas. Um objeto não.

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Há dois anos ficou conhecido o primeiro caso de direitos autorais envolvendo objetos 3D. O artista Ulrich Schwanitz criou uma versão para impressão do famoso triângulo Penrose, o qual foi idealizado pelo sueco Oscar Reutersvärd em meados dos anos 30. Outra versão do objeto em 3D foi realizada e Schwanitz enviou uma notificação reclamando seus direitos autorais sobre o Penrose tridimensional. Depois de algum tempo, o artista desistiu da ação e colocou seu modelo em domínio público.

Quando entramos no campo dos direitos autorais para objetos, as cortes tentam separar a parte artística da parte utilitária. Se for possível dividi-las, a parte artística é devidamente protegida pelos direitos autorais. A outra estritamente utilitária não. Em um trabalho recente da organização Public Knowledge concluiu-se que a maneira como a lei de direitos autorais será aplicada na impressão 3D só será estabelecida, quando a tecnologia se difundir mais e mais processos nesse sentido forem julgados e arquivados para servirem de modelos. Espera-se que as disputas de propriedade intelectual se proliferem tanto quanto a própria tecnologia.

Leia também: Legislação e Realidade Aumentada

História da Realidade Aumentada Móvel

Parte II

O ano de 1993 entrou para a História da Realidade Aumentada Móvel por três fatos importantes. Naqueles doze meses foi lançado o projeto do grupo de pesquisa do professor Jack Loomis: um sistema de navegação para cegos. Em seguida Fitzmaurice criaria o Chameleon, dispositivo para exibição de informações de definição espacial. Por fim, em dezembro seria anunciado o Sistema de Posicionamento Global por Satélite, o GPS que usamos hoje para diversas aplicações de RA.

O professor Jack Loomis da Universidade da Califórnia, Santa Barbara (UCSB) trabalhava na ideia de um sistema de navegação desde 1985. O projeto que gerou o dispositivo para deficientes visuais durou trinta anos e foi realizado em colaboração com Reginald Golledge (1937-2009), professor de geografia na UCSB e Roberta Klatzky, professora de psicologia como Loomis, atualmente na Carnegie Mello University. O dispositivo que lançaram em 1993 usava dados do GIS – Geographic Information System e oferecia uma assistência à navegação usando um display acústico virtual.

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No mesmo ano, Fitzmaurice cria o Chameleon, um exemplo-chave de dispositivo para exibição das informações com definição espacial num display de 4 polegadas. Ele usou rastreadores magnéticos e permitiu ao usuário uma pequena interação com o dispositivo móvel. A mobilidade do Chameleon foi imensamente limitada devido ao cabeamento. Ela também não aumentou a realidade em termos de sobreposição de objetos.

GPS

Por fim em dezembro, o Global Positioning System (GPS, oficialmente NAVSTAR-GPS) alcança as capacidades iniciais de operação. E se nesse início o GPS tinha fins militares, hoje ele é usado por milhões de pessoas para facilitar seus deslocamentos, encontrar estradas e também para aplicações da Realidade Aumentada Móvel.

Marketing e Realidade Aumentada

A consultoria Nielsen publicou um relatório com a opinião de mais de 500 profissionais de mídia sobre o marketing nas redes sociais. Contrariando perspectivas excessivamente otimistas, o estudo mostrou que 89% dos anunciantes continuam a usar produtos gratuitos das redes sociais, mas um terço deles disseram estar inseguros quanto à sua eficácia e incertos sobre qual a melhor maneira de medir o retorno de seu investimento.

Em 2012 a empresa divulgou um estudo mostrando que esse é um setor ainda em amadurecimento. Os consumidores estariam usando as mídias sociais para conhecer as experiências de outros consumidores, encontrar informações sobre marcas, serviços, produtos e as melhores ofertas. Mais de um quarto dos usuários afirmaram prestar mais atenção em anúncios compartilhados por uma de suas conexões. E por fim, o uso de aplicativos já responde por mais de um terço do tempo usado das redes sociais em computadores e nos smartphones.

Juntando os dados das duas pesquisas, surgem diversos questionamentos com relação as melhores estratégias de marketing para essa nova mídia. Algumas empresas se mostraram céticas e a tradicional General Motors inclusive deixou de anunciar no Facebook.

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Mas os caminhos nas mídias sociais estão sendo construídos. Além disso, exemplos de verdadeira inovação nessa área podem ser, por exemplo as vantagens da Realidade Aumentada. Assim, o paprika oferece um novo canal de mídia aos seus anunciantes. É um canal publicitário para interatividade e anúncios, gerando uma nova fonte de receita com a comercialização de espaço em Realidade Aumentada. Além de oferecer interatividade antes e durante o evento, ele monitora como as pessoas estão interagindo virtualmente, prestando ainda serviços de informações que poderão estar linkados com anúncios.
Confira aqui os usos e benefícios do paprika para seu evento ou negócios e, uma campanha publicitária em RA apresentada pela parceria da Coca Cola com a WWF:

 

Mix realities: instalações artísticas

Falamos na semana passada de artefatos inteligentes que poderiam nos colocar em constante vigilância ou fariam da tecnologia uma invasão a nossa privacidade. A última instalação artística do designer holandês, Pierre Derks ampliou essa possibilidade. Ele mostrou a enorme difusão de webcams instaladas em locais públicos e nos quartos e salas das casas de cidadãos comuns.

A exposição Screening Reality terminou no domingo 24 fevereiro em Haia (Holanda), trazendo uma tela enorme com reprodução de cenas capturadas em 805 webcams de vários lugares do mundo. As cenas iam desde pais colocando seu filho para dormir, à pedestres, lojas cheias de clientes e uma mulher que tomava café da manhã em sua banheira. Eram imagens íntimas e banais.

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O artista disse que capturou essas imagens sem precisar invadir ou adivinhar senhas, ele descobriu 8 mil pontos de webcams online disponíveis, sem proteção. Tudo o que precisou foi um endereço de IP e a marca da câmera. Sua intenção era trazer ao debate público as questões da segurança e da privacidade, uma vez que há um número consistente de pessoas que compram IP de webcams sem perceber o quanto elas podem ser facilmente acessíveis.

Outra proposta da instalação eram as legendas. Embaixo de cada cena havia o texto de um tweet ou uma chamada de notícia, gerando uma camada extra de informações em tempo real. O objetivo era exibir a partir disso a distinção cada vez mais sútil entre a realidade que experimentamos e a que absorvemos através das telas.

TOP 5

Agência da ONU prevê mais celulares do que pessoas na Terra em 2014
O Relatório da União Internacional de Telecomunicações divulgou na quarta-feira, 27 de fevereiro, que a tecnologia móvel chegou a todas as regiões do globo e que até o início de 2014 teremos mais de 7 bilhões de assinaturas para telefone celular, o que significa mais telefones móveis do que pessoas na Terra. O acesso à internet é ainda bastante desigual. Segundo o documento nos países em desenvolvimento em média 31% da população está conectada, nos países desenvolvidos essa taxa é de 77%.

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Mobile World Congress 2013
Na semana em que foi realizada a feira Mobile World Congress 2013, em Barcelona. Algumas tendências e cenários importantes marcaram presença. No hall dos lançamentos tivemos a Nokia com o celular inteligente low-cost, a 15 euros; a entrada do sistema operacional Firefox OS no mundo dos smartphones e a Asus com seu PadFone Infinity que possui tela de resolução Full HD de 5 polegadas, proporcionando uma definição maior do que o olho consegue perceber. Foi assinado ainda um acordo entre a Samsung e a Visa para agilizar os sistemas de pagamentos pelos celulares e o evento divulgou a expansão do sistema operacional android, do Google e o crescimento da Samsung no mercado dos smartphones.

MWC 2013

Bradesco lança aplicativo de contratação de crédito no Facebook
O banco Bradesco lançou nesta terça-feira, 25 de fevereiro, um aplicativo no Facebook permitindo a seus clientes realizarem empréstimos através da rede social. Até essa data, os usuários podiam consultar saldos, investimentos e limites de crédito. A instituição garante que todo o procedimento é feito em um sistema do próprio banco e o Facebook é apenas uma porta de entrada, não há troca de dados dos clientes com a rede social.

Twitter anuncia que disponibilizará seu aplicativo para Firefox OS
A rede social Twitter anunciou nessa semana que já disponibilizou seu aplicativo para o novo sistema operacional Firefox OS. A Mozilla, criadora do Firefox, afirma que 18 operadoras de todo mundo estariam disponíveis a criar aparelhos com sistema operacional criado por eles, Alcatel e ZTE já confirmaram o lançamento de seu produto com o Firefox OS.

Stylista

Síria irá receberá fundos do jogo Stylista
O Programa Mundial de Alimentos na Síria, programa das Nações Unidas de ajudas humanitárias para as vítimas do conflito na Síria divulgou uma parceria com os jogos digitais Sanbox Global, o primeiro participante será o aplicativo Facebook Stylista. O jogo dá aos visitantes a oportunidade de visitar grifes famosas, comprar as últimas novidades e construir um próprio avatar. O Programa Mundial de Alimentos divulgou que pelo menos 1 milhão de pessoas jogam por mês o Stylista. Agora, os jogadores que decidirem ajudar os sírios irão receber funções especiais no jogo em forma de agradecimento.

Fontes: Rádio ONU, Exame.com, Olhar Digital, ONU Multimídia